Universidade Federal do MT cobra retomada das obras do Hospital Universitário

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A direção da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT) vai cobrar, novamente, uma data do governo do Estado para a retomada das obras do Hospital Universitário Júlio Muller, que estão paralisadas há mais de dois anos, embora recursos de cerca de R$ 70 milhões estejam depositados, pelo Ministério da Educação, nos cofres estaduais.

Iniciado em dezembro de 2012 e localizado às margens da MT-040 (que liga Cuiabá a Santo Antônio de Leverger), o novo hospital deve contar com 250 leitos e 25 de UTIs, mas as obras foram paralisadas em 2014. O governo prometeu fazer nova licitação, o que ainda não aconteceu.

A decisão de cobrar do governo uma nova data para a licitação foi tomada nesta segunda-feira (10.04) durante reunião entre o senador Wellington Fagundes (PR-MT), a reitora da UFMT, Myrian Serra, o pró-reitor de Cultura, Extensão e Vivência, Fabrício Carvalho, do novo diretor do Hospital Universitário Júlio Muller, Hildevaldo Monteiro Fortes, e os professores Francisco Souto e Eduardo De Lamônica.

Durante a reunião, o senador também solicitou à direção da UFMT a apresentação de projeto para a conclusão das obras do atual Hospital Universitário Júlio Muller, que funciona no bairro Alvorada, em Cuiabá. O projeto original previa a construção de um centro de nefrologia. As obras começaram em 2004 e foram paralisadas em 2010 por desentendimento entre a empreiteira e o governo do Estado. O contrato foi rescindido e o dinheiro, devolvido para o Ministério da Educação, que considerou o convênio encerrado. No local, um novo projeto prevê a implantação de um “hospital dia-a-dia”, para atendimento de casos menos urgentes e de rápida solução.

Durante a reunião, a reitora ainda solicitou ao senador seu empenho para o encaminhamento de projeto junto ao Ministério da Educação para a contratação de uma consultoria, que vai realizar a certificação internacional da pista do Centro de Treinamento (COT), em construção na UFMT.

Já o senador defendeu a necessidade de mais investimentos na infraestrutura dos campi de Sinop e Rondonópolis, especialmente para atender aos cursos de Medicina recém implantados nessas cidades.

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